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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Catequese junto às pessoas com Deficiência - Entrevista com Dom Vilson Dias


1. Como o senhor analisa o trabalho da Igreja no Brasil junto às pessoas com Deficiência? 
Existe um grande desafio no trabalho da Igreja, pois a formação de catequese junto à pessoa com deficiência tem se mostrado mais de forma individual por paróquia, em nossas dioceses não existe ainda um trabalho homogêneo. Mas existe um grande avanço no despertar e na preocupação desta formação, hoje temos apoio neste trabalho da Pastoral dos Surdos, Movimento Fé e Luz, Pastoral da Pessoa com Deficiência, temos cursos de extensão com orientação da Catequese Junto a Pessoa com Deficiência no Regional Sul 1 e nos cursos de verão e extensão da UNISAL. 

Mas devemos destacar que o avanço das politicas públicas a questão da acessibilidade e de seus direitos na sociedade está mais avançada que na Igreja. A Igreja esta mais aberta e mais acolhedora voltando nos seus primeiros trabalhos das congregações religiosas deste a Campanha da Fraternidade de 2006, mas ainda falta mais acolhida, formação, acessibilidade, precisamos ver que a Igreja é muito viva através da manifestação de fé de uma pessoa com deficiência, a fé é forte, eles falam do amor de Deus através de cada superação que eles vivem, a Igreja precisa criar metodologia para atingir a todos sem barreiras.

Na JMJ (Jornada Mundial da Juventude) ficou claro a participação da pessoa com deficiência muito ativa e a Igreja no Brasil no que diz respeito à Catequese já vem dando vários passos através dos Seminários de Catequese Junto à Pessoa com Deficiência, que até o momento realizou 4 (quatro) em nível nacional. 

2. Como atuar melhor pastoralmente para incluir os portadores de deficiência na vida eclesial? 
Deficiência Surda: na atuação para melhorar pastoralmente a inclusão da pessoa com deficiência na vida eclesial, trabalharmos a desmistificação de que uma pessoa com deficiência é incapaz, que a pessoa com deficiência tem limitações intransponíveis. Precisa haver mais abertura para que a comunidade surda se sinta acolhida. É bom saber que temos no Brasil quatro padres surdos que trabalham especialmente nesta dinâmica, e um dialogo aberto com a Pastoral dos Surdos. Também é preciso trabalhar liturgicamente a interpretação dos sinais de forma homogênea, porque a Língua de Sinais (LIBRA) é regional, e muitas vezes o surdo tem um português sinalizado e se sente perdido na liturgia e na participação dos sacramentos. 

Na deficiência visual: a possibilidade de produção de material de áudio, os documentos da Igreja gravados em áudio para que os deficientes visuais possam ter acesso mais fácil, nem todos os deficientes visuais domina o braile, termos áudio-descrição da liturgia, incluindo os símbolos litúrgicos. É claro que aqueles que para aqueles que aprenderam o Braille já temos acesso à  bíblia, catecismos e outros material nesse tipo de leitura.

Na deficiência intelectual: houve um grande avanço e temos casos de deficientes intelectuais em faculdades, casamento liberado já na justiça, o que precisamos é mais abertura na acolhida. Para tanto, devemos contar com o apoio do Movimento Fé e Luz, existente em muitos estados do Brasil. 

E a deficiência Física: tem trabalhado a questão de acessibilidade na Igreja. É preciso ter acesso na Igreja e liberdade da aceitação para os trabalhos dentro da mesma. Também podemos contar com o apoio da FCD e nos lugares que te organizado, também com a Pastoral da Pessoa com Deficiência. 

Em resumos devemos incluir a todos. É o Senhor Jesus quem chamou os deficientes: “vem para o meio”. Os portadores/as de deficiências devem ser amados, inclusos e sentir o carinho e o amor das nossas comunidades. É preciso evangelizar e deixar-se evangelizar por eles. 

Deus abençoe e guarde a todos e todas.

Entrevistadora: Liliane Borges
Rádio Canção Nova
liliane@geracaophn.com 

Entrevistado: Dom Vilson dias de Oliveira, DC
Bispo Referencial da Comissão Bíblico-Catequética – CNBB/Sul 1
domvilson@uol.com.br

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

CATEQUESE JUNTO À PESSOA COM DEFICIÊNCIA - CNBB/SUL1




No dia primeiro de dezembro de 2012, Dom Vilson Dias de Oliveira, DC, recebe a equipe executiva da Catequese junto à pessoa com deficiência, na residência episcopal, estando presentes: Pe. Décio José Walker, Assessor da Comissão de Animação Bíblico-Catequética da CNBB, os representantes da Sub-Região de Campinas: membros da Pastoral dos Surdos da diocese de Limeira; os representantes da Sub-Região RPI: Vanilda; os representantes da Sub-Região SPI: Margarete, Maria Aguilar, Solange, Mario; os representantes da Sub-Região SPII: Sonia, Paulo, Ir. Daiane, Cícera; os representantes da Pastoral da Pessoa com deficiência da Arquidiocese de São Paulo: Valter e Neuza; os representantes do Movimento Fé e Luz: Walter e Marcia.

Pe. Décio coloca os projetos da catequese neste próximo período de 4 anos, e para catequese junto à pessoa com deficiência, a preparação de um subsídio inspirado no V Seminário Nacional da Catequese junto à pessoa com deficiência para o próximo ano; e foi sugerida uma proposta que no ano de 2014 seja realizado o Seminário de Iniciação Cristã junto com a Catequese junto à pessoa com deficiência.

Sr. Valter e Neuza apresentaram a trajetória da Pastoral da Pessoa com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo, o grupo que se formou para trabalhar no tema da Campanha da Fraternidade 2006, e continuou fazendo Fóruns após a Campanha da Fraternidade de 2006, e que faz 2 que foi constituída como Pastoral da Pessoa com Deficiência e procuram desenvolver um trabalho de evangelizando e a união junto com os catequistas é um meio de aprender e também ensinar dinâmicas que faça fomentar o trabalho catequético no Regional Sul 1, apresentaram também os textos Construindo a Teologia da Inclusão de Valter Ceccheti, e o texto Catequese Inclusiva do Pe. Antônio Marcos Depizzoli e o Projeto Igreja Acessível, que procura sensibilizar e envolver a comunidade para a inclusão das pessoas com deficiência na vida eclesial.

Dom Vilson, também apresentou o texto a Juventude e Iniciação à Fé, destacando no texto: “A perspectiva cristã de nossa catequese mistagógica tem muito a oferecer quando nos remete a fonte de nossa fé: a experiência a partir da fé no Ressuscitado. Essa experiência catecumenal que abre a todos a oportunidade de refletir os fundamentos de sua fé a partir da própria experiência e participação nos mistérios sacramentais em comunidade, gera a possibilidade de engajamento mais profundo de nossos jovens e adolescentes na Igreja. Estimulá-los a uma vivência mística e operante da fé, é aguçar neles a curiosidade na busca do entendimento do mistério pela prática do seguimento do evangelho, ao trabalhar neles o desenvolvimento de suas potencialidades, desde a mais tenra idade, encorajando-os ao descobrimento de dons e carismas em nossos núcleos catequéticos”.

Cícera Thadeu dos Santos
Diocese de Mogi das Cruzes