quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Mensagem final do VIII Sulão


Catequista protagonista do amor, da fé e da esperança!
(1Ts 1,3)

Senhor, Deus de bondade, nessa memória dos 25 anos de caminhada do Sulão Bíblico-Catequético, rogamos para que a tua palavra seja vivenciada em nossos corações e nos corações das pessoas a nós confiadas.

Levamos o compromisso de vivenciarmos o que ouvimos e aprendemos, para que produza fruto em nossa vida e missão, deixando-nos envolver pela ação do Espírito Santo, anunciando o mistério revelado, que nos compromete à vivência da fé como seguimento e Jesus e a prática do seu Evangelho.

Renovamos nossa fé, nossa esperança e nossa caridade e na fidelidade à Palavra de Deus, para que ninguém fique de fora do compromisso de assumir efetivamente a missão de anunciar o Evangelho com alegria.

Sejamos ardorosos como São Paulo, profeta e missionário da Palavra de Deus, deixando-nos guiar constantemente pelo Espírito (Gl 5,25)

Nós, catequistas, somos mediadores no processo de iniciação à vida Cristã, no encontro da pessoa que percorre o caminho com Jesus. A “catequese é uma ação evangelizadora privilegiada, que visa ajudar os outros a encontrarem o Senhor Jesus, “caminho” que nos conduz a Deus, “verdade” que ilumina a existência e “vida” em plenitude, que satisfaz todas as buscas humanas”. (mistagogia: novo caminho formativo de catequistas, pg9)

Ao retornamos a nossos lares, comunidades, paróquias e dioceses possamos ser comunicadores do que vimos, ouvimos. Sejamos protagonistas da fé, do amor, e da esperança, para que possamos seguir os passos de Jesus como discípulos missionários.

Louvamos ao Senhor pela presença de todos neste VIII Sulão!


ANIMAÇÃO BÍBLICO-CATEQUÉTICA DO REGIONAL SUL3 DA CNBB

Resumo do que foi o VIII SULÃO BÍBLICO-CATEQUÉTIC

Tema: CATEQUISTA: PROTAGONISTA DA FÉ, DO AMOR E DA ESPERANÇA.

Acontecido no CECREI, em São Leopoldo, RS, de 25 a 27 de outubro de 2013

video

Vídeo feito pelo Pe Thiago, do Regional Sul 4.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Síntese do VIII Sulão Bíblico-Catequético , de 25 a 27/10/2013 - São Leopoldo/RS



Chegada 



 Sulão da catequese: É caminhada de confraternização, criando um clima de convivência e comprometimento com o processo de animação bíblico-catequética.




• Pe. Gil: Palavra de acolhida, brilho de esperança e gosto de festa. 25 anos de caminhada. Homenagem aos que marcaram história. Os catequistas são os verdadeiros protagonistas disto.




• D. Jacinto: Que bom que estamos aqui. Agradecimento a todos. Tivemos uma história bonita de 25 anos de vida. Estamos até motivando a realização do Nordestão.





• D. Leonardo: Saudação a todos. Abraço da Presidência da CNBB, com parabéns pelos 25 anos. Reunidos nos tornamos luz e somos iluminados. Podemos visibilizar a Palavra de Deus.





• D. Zeno: Anfitrião, dando boas vindas. Que todos se sintam bem.





• Pe. Paulo Gil: Avisos e orientações gerais.




• Celebração de abertura: Focalizou o Espírito Santo como luz da catequese e recordou os 25 anos nos Regionais. Depois, numa projeção, foi feita a memória dos Sulões.






• D. Leonardo e D. Jeremias: O desafio dos catequistas hoje.

• D. Leonardo: Estar empapados de Cristo. A palavra acolhe e recolhe um sentido. Ela tem uma força. Santo Agostinho: A palavra hoje está em sintonia com um tempo, numa época. Estamos inseridos num hoje. Hoje os valores e critérios são diferentes do passado. Eles mudam. Vivemos o fundamentalismo e o relativismo. É hora de retomada das fontes. Tudo é convite para buscar a Palavra de Deus. As relações se tornam virtuais. Ciência e técnica calculam tudo, mas não pensam nas relações. Igreja é assembléia de quem segue Jesus. Caridade é amor em movimento. Somos Gerados filhos no Filho. Por isto somos Igreja. O mundo e o imundo. Mundo é o que construímos e vivemos. O mundo é o trabalho de nossas mãos, transformado. Protagonismo do catequista é assumir responsabilidade por primeiro. Catequista é fazer ressoar aos ouvidos, que sai de dentro. Ressoar Jesus. Catecismo é ter possibilidade de explicitação dos mistérios da fé.

• D. Jeremias: Os desafios dos catequistas no tempo do papa Francisco. Ele diz que a beleza da missão reflete na pessoa de Maria, na humildade. Uma Igreja que deve dar espaço ao mistério, à beleza de Deus. Jesus entrou na noite dos discípulos de Emaús. É o que deve fazer a catequese. Não podemos nos deixar entrar na noite da maldade. O papa pergunta se ainda somos capazes de aquecer os corações. A catequese tem que dialogar com a cultura. A fé nasce do encontro com Jesus, tornado possível pela comunidade de fé. O papa fala em ser catequista e não trabalhar como catequista. Por isto há necessidade de boa formação.

• D. Leonardo: O papa insiste na formação de cristãos adultos na fé. Os discípulos de Emaús, ao voltar, foram às fontes. A experiência de fé é a cultura do amor. A catequese possibilita isto? A experiência cristã nasce do encontro com uma Pessoa, Jesus. O catequista não é do 1º anúncio, é como Marta. Maria estava ainda no 1º anúncio, ouvindo. Desafios: passar do anúncio moral para o das relações de amor. Quem ama de verdade sabe que pecou. Catequese não é aula, mas é fazer caminho na iniciação à vida cristã. Onde há um catequista a Igreja vive e forma comunidade cristã. A catequese precisa ser encarnada na vida da comunidade.

• Celebração Eucarística: Presidida por D. Zeno.


• Noite: Apresentação de viola no auditório.
Orquestra Sul-Riograndense de Viola Caipira



Sábado de manhã 

                                                                                                                                                                                                                                                            • Oração da Manhã: Leitura Orante da Palavra (Rm 15, 1-13)







• Pe. Décio: A Comissão Bíblico-Catequética Nacional tem a missão de acompanhar o que acontece nos Regionais. Diz: Há uma vitalidade muito grande no Brasil, muita vibração e está linda a caminhada. É papel da Comissão Nacional de apresentar subsídios para ajudar no horizonte comum.





• Valmor da Silva e Regina: Critérios inspiradores da catequese.

• Valmor (1º tempo): Catequistas em diversas circunstâncias. 1. Profeta é pessoa da


Palavra. Catequista é extensão da Palavra, porta-voz, que borbulha; 2. Profeta é pessoa da escuta da Palavra, de intimidade com Deus; 3. Profecia é resposta ao Senhor, ao chamado, é vocação; 4. Profecia é envio para a missão; 5. Profecia é denúncia de injustiças.

• Valmor (2º tempo): Jesus Profeta. Ele é sábio, livre de tudo e mago (Filho de Deus). Apresentou textos bíblicos que indicam Cristo como profeta; o que todos os dados indicam; Jesus realiza a missão profética.



• Fala do povo: D. Antonino – Valor do testemunho, da oração, da catequese urbana, juventude como catequista, afastamento dos crismados; Pe. Eugênio – Catequese continuada como experiência na paróquia; Conceição – Aprofundar o que Jesus não foi;
Ir. Marlene – Explicar melhor Palavra e Eucaristia. Estamos mais centrados na Eucaristia;
Pe. Mauro – Ambiente favorável para o profetismo de Jesus. E os desafios de hoje;
Pe. Julimar – Como viver o protagonismo diante dos desafios?
Pe. Antônio – Bento XVI disse ser crise de fé ao deixar o filho escolher sua fé no batismo;
Pe. Celito – Nem todo lugar tem que ter missa. Mostrar o valor da Leitura Orante da Palavra. As pessoas estão sedentas de relações.



• Respostas: Valmor deu seu testemunho pessoal como pai da Débora, de 10 anos de idade; a Palavra ficou com os protestantes e a Eucaristia com os católicos. Em nossas liturgias, deveríamos usar uma única mesa. Na Verbum Domini se fala em três mesas: da Palavra, da Eucaristia e dos Pobres; vivemos o desafio do mundo virtual.


Sábado à tarde

Liana Plentz: Catequese de iniciação à vida cristã, novo olhar para uma nova prática. Ter esperança. Toda mudança de época é de florescimento e de desafios. D. Helder Câmara: Há gestos que valem como programa de vida. É preciso ser operário do diálogo. Somos chamados a dar respostas ao povo com proposta de vida e de esperança. Perdemos o dom de maravilhar-se e não conseguimos saciar nossa fome de Deus. As pessoas ainda não se acolhem como irmãos. Tornar nossa fé credível e atrativa. Transformar as dificuldades em novas possibilidades de anúncio do Evangelho. “Vale mais acender um fósforo do que reclamar da escuridão”. Vamos arregaçar as mangas! Não é próprio do filho de Deus ficar reclamando. Somos capazes de mudar o mundo, evitando arranjar desculpas para tudo. O bem se espalha por natureza. Sonhar juntos é sinal de relação. É ter novo olhar, colocando vinho novo em odres novos. Resistimos ao novo, porque temos que sair do comodismo. Temos que ser transformados. Ser catequista é ter vocação, ser chamado por Deus. Há o perigo de o catequista ser só de ensino e não de encontro com Cristo. Que modelo de Igreja estamos anunciando? Se não for de levar ao encontro com Cristo, não estamos atingindo nosso objetivo. Supõe quebra de paradigma, ser criativo e não ser estátua de museu. O processo deve começar pelo querigma, que leva à conversão e ao discipulado. Não podemos deixar a oração de fora. Nossa conversão tem que ser diária. A pessoa evangelizada nunca é a mesma. A iniciação significa conduzir para dentro e entrar nos segredos de Deus. Tudo começa com uma experiência de fé. A educação na fé é um processo e não um programa. A lei de tudo é o amor, que supera todas as dificuldades. Disse o papa Francisco que “a Igreja à nossa medida, não é a Igreja de Jesus Cristo”.




Noite: Apresentação cultural 


 confraternização





Frase final: Desejamos que a história do Sulão da Catequese continue como um processo de animação e motivação para uma Igreja cada vez mais comprometida com o discipulado e a missionariedade. Que isto possa estimular os outros Regionais para o mesmo caminho.

 
Síntese feita por
Dom Paulo Mendes Peixoto- bispo de Uberaba-MG

VIII Sulão - UM NOVO OLHAR PARA UMA NOVA PRÁTICA NA CATEQUESE DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ

*Por Liana Plentz
Jornalista e catequista
Especialista em Ensino Religioso
Coordenadora da Iniciação à Vida Cristã
no Vicariato de Porto Alegre
Secretária da Animação Bíblico-catequética do Regional Sul 3 - CNBB







“Há gestos que valem como um programa de vida:
erguer um candeeiro, afastar as trevas,
difundir a luz,mostrar o caminho.”
(D. Helder Câmara)

DIFUNDIR A LUZ...
É evangelizar, anunciar valores, esperanças e alegrias que se carrega em seu próprio coração e que se faz verdade pelas mãos.A fé nos faz testemunhar aquilo que cremos e cumprir nossa obrigação como operários do diálogo.
Ou seja, ir ao encontro, tocar, amar,deixar-se amar,ouvir, confiar, abraçar,chorar as dores dos empobrecidos e estar com eles na luta pela vida.

DIFUNDIR A LUZ...
É propor uma adesão pessoal ao Deus de Jesus Cristo, que age como fermento interior na transformação progressiva de cada ser humano e não mais verdades abstratas ou idealizadas. É propor de forma livre e direta o Evangelho de Jesus como mensagem de esperança e alegria.Como um cântico novo das criaturas, louvando ao Criador e afirmando a fraternidade.
É ter a certeza de que Cristo Jesus é o único enviado de Deus para revelar-nos sua face e saciar nossa fome de infinito. A esta confissão de fé, deve corresponder o testemunho de vida, como Jesus, totalmente voltada para o Pai e totalmente voltada para o irmão, sobretudo o que sofre; isso não só em escala pessoal ou assistencial, mas também e, sobretudo, na dimensão social.
É repropor ao coração e à mente, muitas vezes distraídos e confusos dos homens de nosso tempo, e antes de tudo a nós mesmos, a beleza e a novidade perene do encontro com Cristo. É um apaixonar-se constante por Jesus.
É tornar a nossa fé credível, através de nossos atos, de nossas atitudes vividas alegremente. Só por este fato, nossa vida cristã se tornaria atrativa e uma verdadeira Palavra de Deus para aqueles que não crêem ou se afastaram da fé. É transformar as dificuldades que hoje encontramos ao evangelizar em novas oportunidades de anúncio do Evangelho.
“Vale mais acender um fósforo do que reclamar da escuridão”. É próprio de um filho de Deus queixar-se sistematicamente do mal, do clima pessimista e negativo que o rodeia?  O que aconteceria se nos decidíssemos a fazer o que está ao alcance de nossas mãos? Mudaríamos o mundo!
Os primeiros cristãos, que tinham uma fé viva e operante, mas eram numericamente poucos, conseguiram fazer isto.
É certo não fazer nada por pensar que talvez se possa fazer pouco?
O bem se espalha por natureza: tem um efeito multiplicador que ultrapassa de longe a sua eficácia imediata.
Com a graça de Deus, todas as nossas ações, por  pequenas que sejam, têm repercussões que ficam fora do nosso alcance.

DIFUNDIR A LUZ...
 É SONHAR JUNTOSUMA CATEQUESE DE INICIAÇÃO À VIDA CRISTÃ!
“Sonho, que se sonha só, é ilusão; sonho que se sonha junto já é sinal de solução!”(D. Helder Câmara)
QUE SONHO É ESTE? EM QUE CONSISTE?

UM NOVO OLHAR PARA UMA NOVA PRÁTICA
QUE NOVO OLHAR DEVO TER SOBRE A MISSÃO DE ANUNCIAR JESUS CRISTO?
Jesus já nos alertava para não colocar vinho novo em odres velhos, porque senão os odres se quebram e se perde o vinho (Mt 9,17).
Assim também não podemos pensar em nova prática se o nosso olhar não mudou, se nossa visão de Igreja e de mundo continua defasada e não acompanha a caminhada que está sendo feita. O essencial é compreender esse novo olhar, é incorporá-lo, é torná-lo nosso.
É muito comum querer adotar novas práticas para vestir o olhar velho. Custamos muito a sair da nossa zona de conforto e resistimos ao novo.
Para poder transformar a catequese, temos primeiro que ser: transformados para transformar. Somente transformados em verdadeiros discípulos missionários poderemos, com nosso exemplo e vivência, ser o evangelizador, o animador de uma catequese de iniciação à vida cristã.
O Papa Francisco na JMJ Rio 2013 já nos exortava a ter estas três atitudes: nunca perder a esperança, esperar as surpresas de Deus e viver na alegria.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

JORNADA DE FÉ DA CATEQUESE REGIONAL SUL 1

Santuário Basílica Nacional e Pátio de Estacionamento

Neste último domingo (29/09), dia da bíblia, aconteceu a “Jornada de Fé”, reunindo milhares de catequistas, padres, diáconos, seminaristas e religiosos (a) do Regional Sul 1 da CNBB no Santuário Nacional de Aparecida. A missa, presidida pelo bispo referencial para catequese Dom Vilson Dias de Oliveira, DC, contou com um público de aproximadamente 40.000 pessoas ligadas ao trabalho catequético, das 41 dioceses e arquidioceses do Regional Sul 1 da CNBB. No total na cidade de Aparecida circulou neste dia um público de 100.000 pessoas.


Dom Vilson, bispo referencial da Catequese no momento da homilia

Em sua homília, o bispo lembrou os catequistas do lema ‘Catequistas com Maria em Aparecida, a Estrela da Nova Evangelização’ e acrescentou: “Vamos confiar à Mãe do Senhor a vida e a missão de todos(as) catequistas que se empenham no anúncio da Boa Nova e no discipulado de Jesus Cristo, e que se dedicam com amor e carinho em nossas dioceses, paróquias e comunidades”.


Catequista com imagem da Padroeira do Brasil

E concluiu dizendo: “Que Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, a Mãe de todos os catequistas nos ensine a permanecer no amor de Cristo, na simplicidade da nossa fé, no aprendizado de sua Palavra e, mais ainda, de querer caminhar com nossos catequizandos: crianças, jovens e adultos, levando-os a fazer a experiência da comunidade dos discípulos e discípulas do Senhor”.


Representação: Imagem de N. Sra. Aparecida no momento do Envio dos Catequistas

Ao final, todos os presentes foram enviados, sob a proteção da Virgem Maria, conduzindo a imagem da Padroeira do Brasil por diversos catequistas, com a missão de contribuir no processo catequético do povo de Deus!


Manoá Xavier
Diácono da Diocese de Limeira, SP